quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nobody's home

É exaustante, é. Passar por um dia insuportável, e quando chegar em casa, só piorar. Nem dormir eu consigo. Só não entendo como a sua própria família pode te tratar assim. Como as únicas pessoas no mundo que tem a obrigação de me amar não consegue passar dois minutos sem fazer uma crítica? Eu só queria me sentir segura em casa, porque no momento, eu sinto como se fosse um intrusa em um mundinho perfeito construído sobre hipocrisia e sem poder escapar.




 

Me cospe ou me engole, ficar me mastigando não dá!

        Me cospe ou me engole, ficar me mastigando não dá! É, acho que agora você realmente se foi pra sempre. Doeu e vai doer pra sempre, mas eu sinto um certo alívio. Apesar de eu te amar muito e você também, a gente mais se machucava que trazia felicidade. E agora está tudo bem de novo. Eu tenho uma teoria, a cada 1 pessoa que te faz mal, existem mais 5 tentando te fazer sorrir. Se concentre nessas 5, porque a vida é muito curta, e só acontece uma vez. Não adianta nada ficar sofrendo por causa de algo que não vai pra frente, então vamos ser felizes, porque amar, ta foda.

domingo, 14 de abril de 2013

Stay strong

Você está na frente do espelho. Seu corpo é horrível, você se odeia, fica dias sem comer e não tem efeito algum. Você está triste e solitária, mas ninguém vê. Pega a lâmina em cima da cama e se prepara pra começar, coloca a lâmina sobre o pulso, mas, para e pensa, "Porque estou fazendo isso, se a dor não vai parar?", e logo vem a sua mente uma forma mais fácil de acabar com a dor. Você pega uma folha em branco e começa a escrever,"Querida família", apaga, começa de novo, de novo, não sabe oque escreve então desiste, despedidas nunca foram o seu forte. Coloca a lâmina sobre a garganta e aperta, tem muito sangue, o corte arde e você não consegue respirar, tudo fica confuso e você começa a cair na escuridão. Acabou.

No outro dia de manha, sua mãe bate na sua porta, está na hora de ir para a escola. Sem resposta, sua mãe entra no quarto e se depara com o seu corpo sem vida e uma poça de sangue em volta. Ela grita em desespero, chora e chama seu pai, que chega e tenta ser forte, mas uma lágrima escorre pelo seu rosto. Ele abraça sua mãe, que agora está se culpando, por todas as vezes que disse não, por todas as vezes que vocês discutiram por motivos bobos. Seu pai se culpa, por trabalhar demais e nunca estar presente. Ninguém se importa, certo?
Na escola, a diretora entra na sala, interrompendo a aula e da a notícia. Todos ficam assustados e atordoados. A garota bonita que costumava te chamar de gorda, se culpa. O garoto que uma vez te humilhou quando você se declarou, se culpa. O garoto que se sentava atras de você e sempre jogava bolinhas de papel no seu cabelo, se culpa. A professora se culpa, pelas notas baixas que já te deu. Todos choram, até aqueles que não te conheciam, todos estão assustados. Ninguém se importa, não é mesmo? Não é?


Um mês depois, a garota bonita se corta, o garoto que te humilhou saiu da escola, aquele que jogava bolinhas no seu cabelo tem depressão. Sua mãe fica até anoitecer na varanda, esperando que por um milagre você volta dizendo que nada aconteceu. Seu pai parou de trabalhar e passa o dia deitado olhando pro teto. Ninguém se importa?


Se algum dia pensar em se matar, olhe a sua volta, não espere até ser tarde demais para perceber que as pessoas se importavam com você. Ninguém tem o direito e te julgar, você é linda, eu te amo. permaneça forte.



sábado, 13 de abril de 2013

Porque todos vão embora?

Porque todos vão embora? Uma pergunta que assombra a vida de muita gente. Não importa a sua idade, sua maturidade, sua personalidade, com certeza você ja sofreu por causa de alguém que te deixou. Amigos, família, paixões. Porque todos vão embora? Bem, eu acho que tenho a resposta, embora não muito agradável, é justa. As pessoas tendem a se assustar com grandes sensações, aqueles sentimentos que não podemos negar. Quando se torna muito dependente de uma pessoa, de sua presença, de suas palavras, podem acontecer duas coisas: ou você foge, ou você enfrenta o sentimento. O mais fácil geralmente é fujir, mesmo sendo um pouco doloroso, com certeza é menos doloroso que as consequências de enfrentar o sentimento. Você pode negar, mas com certeza já fugiu de alguém, por puro medo de se machucar, mesmo sendo inconsciente. As pessoas tendem a condenar quem foge, então tente pensar pelo lado bom, provavelmente você é tão encantador a ponto de assustar uma pessoa. Ou você é um idiota, eu não sou nenhuma especialista, sou apenas uma menina com um computador em mãos. Espero que este texto tenha sido esclarecedor, ou no mínimo, engraçado.

Mr. Asshole

Um turbilhão de sentimentos descreve o que eu estou sentindo agora. Medo, alegria, angustia, expectativa, tudo ao mesmo tempo. Como ter certeza se é isso que eu quero? Como eu posso ter certeza do que eu realmente estou sentindo? Eu já li varios textos, livros, poemas, enfim, tudo, sobre amor, mas como vou ter certeza que está acontecendo comigo? Eu sinto que só serei feliz enquanto você estiver ao meu lado, que eu me jogaria na frente de uma arma para te proteger, quanto você está triste eu também estou, e quanto está feliz é o suficiente para me fazer sorrir. Tudo que eu quero no momento e entender o que estou sentindo. Que você é essencial para a minha vida, eu tenho certeza, mas como saberei até onde devo me sacrificar por você? Você diz que faria de tudo para me deixar bem, então porque eu sempre acabo chorando? Isso não deveria acontecer. Não é assim que amor deveria ser. Eu preciso pensar, e pensarei. Enquanto isso, meu coração se enche de angustia e sofrimento, então muito obrigado, Sr. Babaca.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Liberdade


E, ali eu estava, novamente, me olhando no espelho. Coloquei a lâmina em cima da pia, e passei as mãos sobre os cortes que acabará de fazer, minhas mãos ficaram vermelhas, sujas de sangue. Já fazia tempo que eu estava acostumada a fazer estes cortes, quase todos os dias. Eu sempre encontrava alguém para culpar, mas, dessa vez, percebi que não adiantava culpar as outras pessoas, a culpa era toda minha. Eu me deixei chegar a esse ponto, nunca reclamei, vivi da angustia em silêncio, não tentei melhorar, aceitei a dor. Os cortes estavam ardendo, mas eu ignorei. Sempre achei errado, me mutilar dessa forma, mas, de um tempo para cá, eu mudei minhas perspectivas. Olhei-me no espelho novamente, meus cabelos , na altura do ombro, estavam oleosos e sem vida, meu rosto estava magro, eu estava fraca, esgotada. Não tinha apetite. A vida simplesmente não tinha mais graça, sem expectativas, sem felicidade. Estava na hora de acabar com isso, então, porque não terminar logo? Abri o armário debaixo da pia e peguei uma caixinha vermelha, onde eram guardados os remédios. Não sabia a quantidade certa que devia tomar para morrer, então peguei todos, até aqueles para gripe, que não podiam me fazer mal. Contei os comprimidos na minha mão, 40. Talvez fosse suficiente, talvez não, eu tinha que tentar. Tomei todos os comprimidos. Em poucos minutos minhas pernas já nao conseguiam me segurar, eu estava pálida e enjoada. Que merda, eu não devia simplesmente apagar, como nos filmes? Isso estava errado, era mais doloroso do que devia ser, mais difícil, mais lento. Eu vomitei uma ou duas vezes, antes de cair no sono. Acordei e vomitei mais, e depois de algumas horas, finalmente parou. No outro dia eu disse que tinha comido algo que me fez mal, mas acho que a minha família percebeu que eu estava mentindo. Depois disso, a dor foi sumindo, e eu penso, e se tivesse dado certo? Eu provavelmente perderia os melhores momentos da minha vida, que começaram a vir aos poucos, enquanto eu me libertava da minha caixa. Eu me sinto livre e feliz desde então. É.